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14/08/2014

Por que o Anima Mundi nćo me deixou animado?

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Quarta-feira, 7 DE AGOSTO DE 2014

Desde que meus filhos eram crianças, isto já faz mais de 15 anos, que eu prestigio o Anima Mundi. Este excelente festival, rico em conteúdo e com ótimas palestras, fóruns e oficinas que acontece anualmente no Rio e em São Paulo sempre no final de julho e início de agosto, tornou-se o maior festival de animação das Américas. Como sempre, fiz questão de prestigiar. Porém, desta vez fui sozinho.

Fui muito bem recepcionado, tanto pelo pessoal do Espaço Itaú de Cinema, onde este ano acontece o festival, bem como pelo pessoal do Anima. Mas, como não havia programação em Braille, precisei de alguém para escolher entre as diversas opções o que eu assistiria. Decidi assistir uma série de sete curtas latinos.

Então constatei que sendo deficiente visual, sem a presença dos meus filhos para descrever as animações, infelizmente não tiraria qualquer proveito daquela exibição. Verdade! Em 2014, na sua 22ª edição, o Anima Mundi ainda não disponibiliza audiodescrição nas suas exibições.

Por que não?

Audiodescritores profissionais e muito bem capacitados não faltam nem em São Paulo, nem no Rio de Janeiro. Acredito que não seja por falta de patrocínio, afinal, na relação de patrocinadores o Anima conta com IBM, Petrobrás, BNDES, Eletrobrás, e Correios, só para citar alguns. O Anima recebeu também verbas públicas da lei de incentivo à cultura do governo do Rio de Janeiro.

A única conclusão que podemos chegar é que os deficientes visuais não são considerados parte do público de animação.

Por que não?

Eu aceitei o convite feito no site oficial que dizia: "Venha participar conosco". Portanto, eu também quero ir e me divertir assim como fazem os mais de 100 mil animados espectadores do festival.

Fica o meu alerta aos diretores do festival, Aída Queiroz, Cesar Coelho, Lea Zagury e Marcos Magalhães que não deixem de nos levar em consideração na próxima edição. Eu imagino um Anima Mundi inclusivo, afinal, a imaginação não tem limites e sempre há espaço para mais um sonho.

Sidney Tobias de Souza, Analista de Sistemas, Diretor da Adeva - Associação dos Deficientes Visuais e Amigos e coordenador do Grupo de elaboração da norma sobre audiodescrição da Comissão de Estudo de Acessibilidade na Comunicação CE03 da ABNT.

Fontehttp://www.blogdaaudiodescricao.com.br/2014/08/por-que-o-anima-mundi-2014-nao-me-animou.html

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