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12/07/2016

Bengala eletrônica tem protótipo nacional

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       A Bengala Longa Eletrônica foi desenvolvida por Alejandro Rafael Garcia Ramirez, professor e pesquisador do Programa de pós-graduação em Computação Aplicada da Univali (Universidade do Vale do Itajaí, SC). Ele foi contemplado pelo programa Universal e também pelo Sinapse da Inovação, ambos da Fapesc (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina).

       As bengalas produzidas estão sendo distribuídas de forma gratuita, dado que não existe produto equivalente nacional e que os dispositivos similares importados são caros para os padrões brasileiros.

       A bengala longa, tradicionalmente usada por pessoas com deficiência visual na locomoção, funciona como extensão do sentido tátil, no entanto, não atende à necessidade de leitura de elementos localizados acima da linha da cintura, comumente encontrados nos centros urbanos e que se configuram como barreiras (físicas, culturais, sociais). Essas barreiras, tal como telefones públicos, toldos, lixeiras, galhos de árvore e outros, ocasionam acidentes com bastante frequência, transmitindo insegurança no processo de locomoção do deficiente visual. 

       O projeto Bengala Longa Eletrônica foi desenvolvido com o intuito de auxiliar no processo de orientação e mobilidade da pessoa com deficiência visual em espaços urbanos abertos, apresentando um novo conceito de bengala. 

       A nova bengala diferencia-se da bengala longa tradicional, basicamente, por possuir um sistema eletrônico embarcado na pega, que emite sinais (vibrações e sons) ao localizar uma barreira acima da linha da cintura do usuário. Na medida em que o usuário se aproxima dos obstáculos, as respostas tátil e sonora tornam-se mais intensas, pulsando rapidamente.

       Torna-se importante ressaltar que a proposta do projeto busca preservar a estrutura formal e de uso da bengala tradicionalmente usada pelas pessoas com deficiência visual no processo de locomoção, preservando, desta forma, as técnicas de uso, sobretudo a técnica de toque para deslocamento independente, comumente utilizada, porém, garantindo a proteção na presença de obstáculos acima da linha da cintura.

Histórico
       Os trabalhos desenvolvidos pelo grupo que apresenta esta proposta foram iniciados em 2002, porém o projeto Bengala Longa Eletrônica surge, de fato, em 2005. Em 2010, foi aperfeiçoado o protótipo elaborado em 2006.

       Cabe destacar que, em 2010, a Bengala Longa Eletrônica resultou premiada com o primeiro lugar na categoria protótipos eletroeletrônicos no 24º prêmio Museu da Casa Brasileira, um reconhecido evento de design do País. Outro dado relevante é que desde o ano de 2011, integra o Fortec – Catálogo Nacional de Tecnologias Assistivas.

Fonte: http://www.fapesc.sc.gov.br/entregues-a-cegos-bengalas-eletronicas-criadas-por-professor-da-univali/

 

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