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Esporte


Caminhar é preciso

Caminhadas em trilhas é um esporte para todos

Por Sidney Tobias de Souza | sidney@adeva.org.br

Não é em todo lugar que se pode ir de carro. Há lugares fantásticos aonde só se chega praticando uma atividade física natural ao ser humano – a caminhada – e que pode transformar qualquer passeio em uma descoberta prazerosa. 

A caminhada por trilhas em chapadas, serras, florestas e bosques é considerada uma modalidade esportiva e, portanto, classificada por graus de dificuldade. Mas, atualmente, existem trilhas para todos – para famílias com crianças, para os amantes do turismo de aventura, para os que buscam desafios, trilhas adaptadas para pessoas com dificuldade de locomoção e outras para quem só quer fugir do stress e contemplar a natureza de perto. 

Para os iniciantes, a prática pode começar aqui mesmo na cidade de São Paulo, que oferece várias opções. 

A Trilha da Vida, no Parque Ecológico do Guarapiranga, com 65 metros, promove uma experiência intensa de interatividade com o meio ambiente. Os visitantes a percorrem descalços e com os olhos vendados, em uma vivência multissensorial.  

Na Trilha da Nascente do Riacho do Ipiranga, no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, até mamães com carrinho de bebê e cadeirantes podem desfrutá-la. Ela foi construída em uma plataforma de madeira suspensa, desde seu início até a fonte desse riacho histórico. 

A Trilha do Silêncio, no Parque Estadual do Jaraguá, também é acessível a cadeirantes. Com apenas 800 metros (ida e volta), é autoguiada, contando inclusive com placas em braille. Em seu percurso, é possível observar palmeiras juçara, jerivá e embaúba, além de esquilos. 

Para os que gostam de caminhadas com maior grau de dificuldade, também no Parque Estadual do Jaraguá, há uma trilha de quatro quilômetros com subidas e descidas bastante íngremes e transposição de pedras grandes que leva ao Pico do Papagaio. A paisagem lá de cima, a 1.127 metros, é incrível! 

A Trilha do Mirante, no Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Curucutu (extremo sul), é outra opção “difícil”: leva-se cerca de duas horas para percorrer seus 2,6 quilômetros. Do mirante, se pode observar trechos dos municípios de Praia Grande e Mongaguá, a Laje de Santos e a Ilha da Queimada Grande, conhecida como Ilha das Cobras. Até o mirante, é preciso encarar uma subida de mais ou menos um quilômetro. Com sorte, encontra-se pelo caminho antas, capivaras, lobos-guará e onças-pardas. 

No Parque Estadual da Cantareira (zona norte), há a belíssima Trilha da Cachoeira, com três quilômetros e três quedas d’água: a Cachoeira do Tombo, a Cachoeira do Engordador (18 metros) e a Cachoeira do Véu. Pelo caminho, além das aves locais, podem aparecer preguiças, macacos-sauá, bugios e uma grande embaúba que precisa de umas seis pessoas para se conseguir abraçar a base de seu tronco. Para quem quer desafios maiores, tem a Trilha da Pedra Grande, de alto nível de dificuldade devido a inclinação e a extensão: 9,6 quilômetros (ida e volta). Encare o desafio e veja São Paulo a partir da Pedra Grande, a 1.010 metros acima do nível do mar. 

Então? Que tal montar um grupo e pegar o caminho das trilhas? Antes, porém, lembre-se de colocar na mochila lanches leves, chocolate, água, suco e frutas, lanterna, capa de chuva, toalha de banho pequena e repelente. Calce tênis ou bota adequados, calça comprida até o tornozelo e, se tiver, leve um cajado, que será bem útil!

 

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