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A “nossa” Lituânia cabe no bairro da Vila Zelina

Por Sidney Tobias de Souza | sidney@adeva.org.br

Neste bairro paulistano está a segunda maior colônia de lituanos do mundo 

Para conhecer um pouco mais sobre este país do leste europeu, fui até o bairro de Vila Zelina, núcleo de uma comunidade de descendentes de lituanos em São Paulo, onde se encontra a segunda maior colônia de lituanos do mundo. 

Nesta simpática vila, fica fácil encontrar sinais que revelam a presença do povo lituano – no tapete de um restaurante onde está escrito sveiki atvyke (bem-vindo),  no edifício da imobiliária Kaunas (nome de uma cidade lituana), na ótica Lituânia e no nome de uma rua, a travessa Lituânia Livre, referência à Independência da Lituânia alcançada em 11 de março de 1991.

Na praça República Lituana  foi edificado o Monumento à Liberdade, marco comemorativo do cinquentenário da imigração (1926-1976). Ali, anualmente, comemora-se o Dia da Lituânia em 16 de fevereiro. 

Folclore e idioma
As tradições e os costumes lituanos são mantidos por grupos integrados pela segunda e terceira gerações de descendentes, como o grupo Rambynas, que procura resgatar, manter e divulgar a cultura lituana por meio das danças folclóricas. Os trajes típicos com bordados coloridos representam localidades da Lituânia, o dia a dia do povo, especialmente as atividades agrícolas, o flerte, o namoro, o casamento e os movimentos dos animais.

Para aprender o idioma, tem a escola Vilnis, que oferece cursos para crianças e adultos, inclusive a distância. E, para treinar o lituano, tem o jornal Musu Lietuva (Nossa Lituânia). Os 600 exemplares distribuídos todos os meses trazem notícias políticas, culturais, esportivas da Lituânia e anúncios de casas comerciais e de profissionais liberais da Vila Zelina, além de acontecimentos relevantes da colônia. 

Gastronomia
Algo comum na culinária lituana são as sopas quentes – de peixes, de mariscos e de champignons, todas com muito dill, um temperinho verde, também conhecido como aneto. Vale a pena provar também uma sopa de beterraba fria com sour cream (creme de leite e ovos cozidos), a saltibarsciai.

Outras delícias lituanas são o cepeliniai, bolinho de batata ralada, recheado com queijo e carne; a ceburekinei, massa frita recheada com carne; a kugelis, torta à base de batata ralada e toucinho; a virtiniai, uma massa recheada; a silke, sardinha em conserva, e o arenque defumado com picles.

De sobremesa, experimente sem culpa a obuoliu piragas, uma deliciosa torta de maçã e passas. E para encerrar a refeição, prove o krupnikas, um licor feito com mel, cardamomo, gengibre, anis, limão e laranja que leva mais de trinta dias para ficar pronto.

Eu parei na rotisserie da família Trincunas e provei e aprovei um zuikis, delicioso rocambole de carne com recheio de requeijão, tomate seco e azeitonas.

Já no fim de tarde, fui tomar uma cerveja lituana no (é claro!) tradicional Bar do Vito, fundado por Vytautas Tijunelis, na av. Zelina nº 851. O bar ainda tem os mesmos balcões de mármore e as mesmas prateleiras de madeira maciça feitos por um imigrante lituano. 

Por fim, passei na padaria da Praça e comprei para levar para casa uma iguaria muito apreciada no bairro, o pão preto lituano, realmente saboroso!

Então, reserve um fim de semana, vá até a Vila Zelina e conheça a “nossa” Lituânia.

 

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