O primeiro jornal impresso em tinta e em braille!
Jornal Conviva
Home > Jornal Conviva / Índice de Jornais > ndice de Artigos do Jornal Nº 78 > O povo hebreu tem espaços diversos em São Paulo

Estive lÁ e gostei!


O povo hebreu tem espaços diversos em São Paulo

Por Sidney Tobias de Souza | sidney@adeva.org.br

A segunda maior população hebraica da América Latina está em Sampa

O motivo de cerca de 60 mil dos membros do povo judeu ter escolhido viver em São Paulo é a oportunidade de uma convivência pacífica entre todas as comunidades, religiões e raças que a cidade oferece. 

Na capital paulista, os imigrantes judeus vindos da Europa e da África fundaram escolas, bibliotecas, associações femininas de assistência social, jornais, clubes e sinagogas.

O Templo Beth-El
Uma destas sinagogas está localizada na rua Martinho Prado. Projetada em estilo bizantino, tem sete lados que enfatizam o algarismo dominante nos ciclos naturais (sete dias da criação, sete cores do arco-íris) e o número de braços do candelabro judaico, a Menorá, que iluminava o Templo de Salomão na Antiguidade, onde se celebravam nascimentos, a circuncisão (brith milá), a maioridade religiosa (bar mitzvah), casamentos e as preces fúnebres.

Atualmente, o Templo Beth-El abriga o Museu Judaico de São Paulo. Seu acervo tem cerca de dois mil itens catalogados, que mostram as diversas fases migratórias da comunidade judaica, seus ritos, suas festas, tradições e características específicas dos países de origem. 

É um registro do passado e do presente da comunidade hebraica e sua inserção no cotidiano da vida nacional nos mais diferentes setores: na arte, na literatura, no comércio, na indústria, nas ciências e na tecnologia.

A sinagoga Kehilat Israel
Nesta sinagoga, na rua da Graça, no bairro do Bom Retiro, a mais antiga do estado de São Paulo, datada de 1912, localiza-se o Memorial da Imigração Judaica. 

Seu acervo reúne centenas de artefatos que contam a história da vinda do povo judeu para o Brasil. São castiçais, fotografias, livros, documentos, vestuários e diversos outros itens que recriam o passado da imigração judaica, reunidos através de anos. O Memorial possui também um acervo interativo, com conteúdo criado especialmente para jovens e crianças.

O Clube Hebraica
Na rua Hungria nº 1.000, em Pinheiros, está situado o Clube Hebraica. Com 54 mil metros quadrados, é o maior centro da comunidade judaica em São Paulo. Seu espaço pode ser visitado durante o período de realização de eventos abertos ao público em geral, como as exposições de artes, os espetáculos de dança folclórica israelense e os festivais de cinema judaico exibidos em sua ampla e moderna sala de exibição cinematográfica.

O idioma
Na União Brasileiro-Israelita do Bem-Estar Social (Unibes), na rua Oscar Freire, ao lado da estação Sumaré do metrô, além de curtir a ótima programação cultural, qualquer pessoa interessada poderá estudar o iídiche. E, para treinar seu aprendizado, terá como opção os Cadernos de Língua e Literatura Hebraica, editados pelo Centro de Estudos Judaicos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), da Universidade de São Paulo (USP), que abrangem desde a Bíblia até a literatura clássica e contemporânea da ficção hebraica. 

Gastronomia
Em São Paulo, nos bairros do Bom Retiro e de Higienópolis, há vários restaurantes judaicos que oferecem alimento casher ou kosher, ou seja, que seguem normas de cultivo e preparo da Torá, o livro sagrado dos judeus. Mas há também restaurantes que oferecem comida típica israelense para quem não precisa seguir as restrições religiosas judaicas.

Dentre as diversas opções, vale experimentar o tcholent, um tipo de feijoada judaica com carnes, batata e feijão; os varenikes, pastéis (massas) com recheio de batata, cobertos de cebola caramelada; os klopes, que são terrines de frango desfiado; e o matzo ball, um caldo de frango com legumes e polpetas de pão ázimo (assado e sem fermento). 

Eu provei e aprovei, no Pinati, uma lanchonete em Higienópolis, todos estes típicos sanduíches israelenses: o shawarma feito com carne de frango temperada, fatiada e acompanhada das saladas típicas (tomates e pepinos em cubos); o shnitzel de filé de frango empanado com gergelim; e o vursht, de salame defumado com humus, tehina, ovo e pão pita artesanal. 

Então, que tal conhecer um pouco mais da cultura deste povo milenar?

Voltar

 

ADEVA Rua São Samuel, 174, Vila Mariana - CEP 04120-030 - São Paulo (SP)
Telefones: 11 5084-6693 / 5084-6695 - Fax: 11 5084-6298 - E-mail: adeva@adeva.org.br
Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Compartilhe:
Indique este site! 

Webdesign:
E-Hipermídia Criação de Websites