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Talentos


Ela é professora de domingo a domingo

Por Lúcia Nascimento | lucia@adeva.org.br

Cleide iniciou suas atividades na ADEVA na tentativa de ajudar a irmã 

Professora de braille e de orientação e mobilidade na ADEVA, Cleide Pereira Cirilo, 30, conheceu a entidade por causa da irmã, Laís, que tem deficiência visual. “Os professores da escola onde ela estudava não conheciam o braille e tinham grande dificuldade em avaliar suas atividades. Por causa disto, procurei uma entidade que pudesse ajudá-la. Hoje, digo que ela foi e ainda é a minha maior inspiração em tudo que faço como profissional.”

Como tudo começou
“Em 2014, acompanhando a Laís até a ADEVA, me interessei em conhecer o sistema braille. Aprendi a escrever rapidamente e, para exercitar a leitura, eu traduzia as 'bolinhas brancas' à caneta do texto de um livro impresso em braille. Em pouco tempo, eu estava lendo o livro todo! Então, a ADEVA me convidou para um curso de braille voltado a pessoas videntes, para serem multiplicadores. Fui a primeira a me inscrever e, em três meses, concluí o curso.”  

Tanto esforço e dedicação resultaram no convite para que ela passasse a colaborar com a entidade, dando aulas de braille e auxiliando nos serviços gerais da gráfica. No ano seguinte, Cleide fez o curso de orientação e mobilidade. 

“Desde 2015, faço parte desta equipe que tanto admiro e da qual tenho orgulho!”

Atualmente, ela ensina braille e mobilidade em Santo André (SP), em uma parceria da ADEVA com o INSS.  

Sua rotina
Cleide fez Pedagogia, Teologia e pós-graduação em Psicopedagogia. Seu dia a dia é repleto de atividades e sua vida, de projetos vinculados à sua formação acadêmica. 

Mesmo cumprindo a quádrupla jornada de dona de casa, mãe, esposa e professora de 2ª a 6ª feira, nos finais de semana, ela dá atendimento psicopedagógico a crianças carentes e aulas de braille para professores da rede estadual de ensino e para pessoas com deficiência visual. 

Infância e família
Cleide nasceu em São Paulo. Foi criada pela mãe, dona Maria de Jesus, e pelos avós, juntamente com quatro irmãs: Simone, Patrícia, Débora e Laís. “Eu fui uma criança introvertida, quieta e tinha vergonha de falar com as pessoas. Mas, mesmo tímida, comecei a namorar aos 12 anos com o Samuel, com quem me casei aos 16 e tive três filhos, Camilly com 12 anos, Cauã com 9 e Larissa com 7”, declara sorrindo. 

A ADEVA
“Amo tudo que faço na ADEVA e pela ADEVA. Agradeço a recepção que minha irmã e eu tivemos, agradeço a todos que nos acolheram tão bem e aos profissionais que me ensinaram tudo o que sei hoje. Cheguei como a acompanhante de uma aluna e hoje faço parte da ‘família’.” 

“A ADEVA é meu referencial, onde aprendi a respeitar as limitações, a estimular as pessoas e ganhei a certeza de que todos nós podemos, sim, fazer as mesmas coisas. Apenas precisamos descobrir o jeito diferente de cada um fazer.” 

“Como professora, não tenho alunos, faço amigos. Não consigo, de forma nenhuma, separar isto. Por onde passo, sempre deixo um pouco de mim e levo muito de todos.”

Jogo rápido com Cleide Pereira Cirilo
Signo: Libra.
Cor: Rosa.
Hobby: Ler livros.
Um filme: Quarto de Guerra, 2015, direção de Alex Kendrick.
Um livro: A Bíblia.
Um estilo de música: Gospel.
Uma música: Raridade.
Cantora preferida: Lauriete.
Cantor: Anderson Freire.
Sobre a deficiência: Deficiente é nosso sistema que não inclui com eficiência para motivar a superação.
Religião: Não sigo religião. Penso que ela aprisiona o ser humano. Sou cristã protestante, mas sigo a Bíblia e seus preceitos. O que for, além disso, é pretexto da criatura, não do Criador.
Deus: Minha fonte de vida.
Amigos: Poucos, mas essenciais.
Amor: Me move, me inspira.
Esporte preferido: Boxe.
Time do coração: São Paulo.
Família: Minha base, minha razão de viver.
Um sonho: Um mundo mais empático.
O que fazer para viver melhor: Ser feliz, independente das circunstâncias da vida.
Uma frase: “O essencial é invisível aos olhos e só se pode ver com o coração.”

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